Quero acreditar que o meu percurso na UTAD TV começou ainda antes de entrar na universidade. Já na altura da candidatura era um projeto que me despertava curiosidade e sabia que, mais cedo ou mais tarde, iria querer integrá-lo. Hoje é impossível falar sobre os meus três anos de licenciatura sem mencionar a UTAD TV, onde todos sempre tiveram espaço para participar e aprender, sem exceção.

Ao longo do curso foi na UTAD TV que encontrei o lado mais prático daquilo que estava a aprender em sala de aula. Entre câmaras, edições de peças e diferentes projetos, fui ganhando não só competências técnicas, mas principalmente confiança. Em cada tarefa que realizava fui percebendo que ali não se tratava só de fazer, mas tratava-se também de evoluir.

Sempre me vi mais confortável nos bastidores, mas ainda assim a UTAD TV acabou por me desafiar a ir mais longe. Deu-me oportunidades que não estava necessariamente à espera e confiou-me responsabilidades que foram importantes para a minha evolução. Desde o meu primeiro ano que estive sempre envolvida em diferentes atividades, desde revistas de imprensa e vox pops até à produção e edição de peças para os vários jornais universitários.

Sinto que cresci muito neste contexto, sobretudo, porque me foram sendo dadas oportunidades que abracei e que me obrigaram a sair da minha zona de conforto.

No início do último ano da licenciatura foi-me proposto o cargo de chefe de redação. Foi um desafio inesperado, mas que aceitei como uma oportunidade de crescimento e de testar os meus próprios limites, principalmente a nível de organização e trabalho de equipa.

Mais tarde, foi-me proposto também ser pivô no Jornal Universitário em direto. Para além de todo o trabalho de preparação de alinhamentos, distribuição de tarefas e revisão de conteúdos, havia também a pequena pressão do direto. Foi dos projetos mais desafiantes em que estive envolvida, não só pela responsabilidade, mas precisamente por me colocar numa posição que nunca tinha considerado.

Mais do que os projetos em si, a UTAD TV foi um espaço onde sempre me senti bem. Era um lugar onde me sentia útil, capaz e que o meu trabalho fazia sentido. Muitas vezes, bastava descer as escadas da biblioteca para o piso -1 em direção ao estúdio, à régie ou à sala dos técnicos para sentir que ali era exatamente onde devia estar.

O apoio das pessoas foi fundamental em todo este percurso. Os professores, técnicos e amigos criaram sempre um ambiente de aprendizagem constante, onde nunca estávamos sozinhos. Havia sempre alguém disponível para ajudar, para dar um conselho, uma crítica construtiva ou simplesmente para garantir que tudo corria bem. Foi um espaço marcado pelo incentivo, pela entreajuda e por uma vontade genuína de nos ver crescer e a ter sucesso. Sem dúvida que aprendemos muito uns com os outros.

Hoje, olho para todo este percurso na UTAD TV como uma parte fundamental do meu percurso académico, sobretudo pelas oportunidades que me foram proporcionadas. Mais do que os projetos realizados foi um espaço onde ganhei muita experiência e onde prometo voltar.