Lançado em 1996 como o primeiro single do álbum The Fat of the Land, Firestarter é um dos maiores sucessos da banda britânica The Prodigy.

Marcada pelo seu ritmo eletrónico energético, característico do género big beat que o grupo ajudou a popularizar e com uma letra provocadora e cheia de simbolismo, Firestarter é um hino à rebeldia, que desafia as normas sociais.

Com um tom agressivo e desafiador, a música reflete alguém que se vê como um criador de problemas, um instigador, que adota uma postura punk e desafia a autoridade. O narrador descreve-se como um viciado em medo e perigo, procurando situações que o ponham em risco.

I’m the trouble starter, punkin’ instigator.
I’m the fear addicted, danger illustrated.

O refrão reforça a identidade provocadora do narrador. Este define-se como um iniciador de caos distorcido. Além disso ele dirige-se diretamente ao ouvinte, sugerindo que a sua natureza provocativa também pode ser compartilhada pelo mesmo, afirmando que todos temos a capacidade de causar impacto.

I’m a firestarter, twisted firestarter.
You’re the firestarter, twisted firestarter.
I’m a firestarter, twisted firestarter.

A seguir, o narrador posiciona-se como um objeto de ódio e revela-se atraído pelo imundo, ou seja o que é imoral ou tabu. Refere-se também a ele próprio como a dor que os outros provam e que os intoxica, sugerindo que o caos que cria é atraente para os outros apesar do sofrimento que causa.

I’m the bitch you hated, filth infatuated.
Yeah. I’m the pain you tasted, fell intoxicated.

Para terminar, descreve-se como autodestrutivo, admitindo que o seu comportamento também o afeta, reforçando a imagem de alguém que abraça a dor e o caos como partes da sua identidade.

I’m the self inflicted, mind detonator.
Yeah. I’m the one infected, twisted animator.

“Firestarter” é um hino à rebeldia que reflete o poder pessoal através do caos, com uma energia brutal e atitude desafiadora e cujo objetivo continua a ser cumprido ao longo dos anos, agitar o público.