Há músicas que não chamam a atenção de imediato, mas que se instalam devagar, como quem entra sem bater. “End of Beginning“, de Djo, é uma dessas canções. É um espaço íntimo onde a melancolia não é um peso, mas uma companhia.

Também conhecido como Joe Keery, ator da série Stranger Things, Djo deixa de lado as suas personagens e mostra-se tal como é. A canção tem uma melodia suave, quase mágica, onde se ouve, ao fundo, uma batida contida e algum som de instrumentos eletrónicos. A voz que se ouve parece vir de dentro.

A canção é marcada por despedidas em silêncio e reflexões sobre a mudança. Não há exageros, mas sim a aceitação de que certas fases da vida terminam para que outras possam começar. O “fim” a que o título se refere não é definitivo, é um ponto de viragem, um momento de transição emocional onde a nostalgia e a esperança convivem juntas.

A música “End of Beginning” melhora de forma subtil. A repetição de frases e o ritmo lento criam um efeito quase hipnótico, reforçando a ideia de memória e retorno, como se o ouvinte estivesse preso a um pensamento que não desaparece. É uma música que se sente mais do que se explica.

Num mundo cada vez mais rápido, onde todos precisam de respostas imediatas, Djo oferece silêncio, espaço e tempo. “End of Beginning” não grita, não implora atenção, apenas existe, e talvez seja por isso que toca tão bem. É uma canção para quem já teve de deixar algo para trás, mesmo sem saber o que ia acontecer a seguir.

No fim, ou talvez no início, fica a sensação de que algumas despedidas não são perdas, mas passos necessários. E que, por vezes, recomeçar é o ato mais corajoso de todos.