A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), na semana passada, recebeu a visita do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre e a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins

Os ministros reuniram com a Equipa Reitoral, com a Comissão Instaladora do Mestrado Integrado em Medicina da UTAD e com a Administração da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD).

O encontro teve como objetivo iniciar os trabalhos de preparação do contrato-programa, documento que irá criar as condições necessárias para o funcionamento do mestrado e que deverá ser assinado antes do início do próximo ano letivo, já pela nova equipa reitoral.

Imagem: Plano de implementação do Mestrado Integrado. Fonte: Site da UTAD

Fernando Alexandre e Ana Paula Martins destacaram que a abertura do mestrado em medicina irá ter um forte impacto na qualidade dos serviços de saúde prestados na região, bem como na formação de mais médicos, sobretudo no interior do país.

Ana Paula Martins afirmou que, para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), este Mestrado Integrado vai ter uma enorme importância. “Serão formados mais médicos numa região do interior, onde é importante que criem as suas raízes”. A Ministra da Saúde destacou ainda, que tem confiança que o curso contribuirá para o desenvolvimento da ULS, que conta com três polos hospitalares e diversos centros de saúde.

O curso, recentemente aprovado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), prevê a formação de 40 estudantes por ano, com início no ano letivo de 2026/2027.

Imagem: Ministro da Educação a conversas com os estudantes. Fonte: Site da UTAD

Na sua intervenção, o Ministro da Educação, Ciência e Inovação afirmou que a reunião serviu para definir o método para começar a elaborar o contrato-programa que vai criar as condições para que o curso funcione. 

Fernando Alexandre referiu, que para que ocorra a abertura do mestrado integrado em medicina, é essencial que o Conselho Geral da UTAD esteja eleito, completo e possa eleger o novo reitor. “A UTAD tem condições para iniciar o curso no primeiro e no segundo anos, mas, quando se abre um curso, é necessário ter uma perspetiva para todo o ciclo de formação.”

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação esteve também com mais de 150 docentes e investigadores da UTAD. O governante descreveu que a conversa foi “agradável” e foram abordados os desafios e as perspetivas do ensino superior, da ciência e da inovação em Portugal.

No final da visita, Fernando Alexandre mostrou-se otimista em relação ao potencial que a UTAD possui, onde salientou que a universidade “tem de ser o grande motor da região”.